segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

10 melhores ações internacionais de 2014


Iniciativas de conscientização social e ambiental e campanhas emotivas se destacaram ao redor do mundo. Marcas como Nescafé, Coca-Cola e Ikea tiveram bons resultados

Por Priscilla Oliveira, do Mundo do Marketing | 19/12/2014

priscilla@mundodomarketing.com.br

Ao longo de 2014, iniciativas de Marketing ao redor do mundo adotaram diferentes estratégias para aumentar as vendas ou mesmo tornar as empresas inesquecíveis para o público em geral. Algumas marcas, antenadas à tendência global de sustentabilidade, apostaram na conscientização social e ambiental e obtiveram uma resposta positiva dos consumidores. Foi o caso da campanha da Honda, da Ucrânia, que desenvolveu vídeos falando sobre o perigo de se maquiar ao volante.
Já a Coca-Cola criou, no Vietnã, tampas de garrafas que as transformavam as embalagens em outros objetos, reduzindo, assim, o descarte. A companhia também foi responsável por um dos lançamentos mais comentados do ano: a versão verde de seu refrigerante com uma combinação de açúcar e stevia, sabor também posto à venda pela concorrente Pepsi. Esta, por sua vez, impactou pessoas que aguardavam o transporte em pontos de ônibus por meio de uma ação out-of-home de realidade aumentada.
O banco TD emocionou a todos ao transformar seus caixas eletrônicos em máquinas de agradecimentos, no Canadá. Outras marcas que surpreenderam os clientes foram a Ikea, a Nescafé e a Essential Waitrose, embora nenhuma ação tenha sido tão comentada quanto o desafio do balde de gelo, criado pelo fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, com o propósito de ajudar uma instituição social.
Balde de gelo
Zuckerberg iniciou o desafio do balde de gelo convidando alguns empresários a tomarem um banho de água gelada ou doarem uma quantia para a ONG ALS Foundation - ou fazerem ambas as ações. Muitos embarcaram na brincadeira, como artistas e marcas de todas as partes do mundo.
Como resultado, mais de US$ 15 milhões foram enviados para a empresa do terceiro setor especializada no combate à Esclerose Lateral Amiotrófica. No mesmo período de 2013, a entidade havia recolhido US$ 1,8 milhão. Entre as empresas que aderiram, estão bolinho Ana Maria, Netflix, Oreo, Peixe Urbano e Pontofrio.com.
Nescafé anúncio
A Nescafé da França transformou um anúncio de jornal em um par de xícaras para promover o então novo slogan global “Tudo começa com um Nescafé”. A peça presa ao veículo transformava-se nas canecas após ser dobrada. A campanha também incluía o pó do café para ser consumido com a adição de água quente. A segurança do objeto pop-up foi garantida pela empresa, que ainda propôs aos leitores dividirem a bebida com um amigo.
Assista abaixo como funcionou a ação:
Rótulo feito por criança
A empresa Essential Waitrose, do Reino Unido, adotou o rótulo criado por uma criança em suas embalagens. O jovem Harry Deverill acreditava que os desenhos presentes nos potes dos molhos da companhia eram pouco atraentes e decidiu enviar uma sugestão de troca pelo correio para a fabricante. A carta propondo a mudança foi bem recebida e o resultado foi uma série especial de molhos temperados com o invólucro feito pelo menino de seis anos.
Restaurante Bob Esponja
Um grupo de investidores da Palestina inaugurou uma unidade temática do restaurante do desenho Bob Esponjano país. O cenário escolhido foi o local de trabalho do Siri Cascudo, que possui o próprio "Seu Sirigueijo" para recepcionar os clientes, na animação. A inauguração do Salta Burger ocorreu em agosto e atrai diversos curiosos e crianças para realizar festas de aniversário no espaço, que conta com uma fanpage no Facebook.
Ikea e Airbnb – hospedagem
A loja de departamento Ikea, em Sidney, realizou uma parceria com o site de hospedagens Airbnb para levar consumidores a passarem uma noite dentro da loja. O pacote da oferta de hospedagem inusitada dava direito a jantar e a levar para casa os lençóis utilizados durante o período passado na unidade. O valor do pernoite também era bem atrativo: apenas US$ 12,00.
Honda perigo de se maquiar no trânsito
A Honda criou uma ação na Ucrânia para conscientizar as motoristas que costumam se maquiar enquanto dirigem em relação aos riscos que correm. A campanha buscou chamar atenção para como essa distração causa acidentes de trânsito. Os anúncios criados pela Geometry Global transformaram uma paleta de sombras em uma calçada quebrada, o rímel em poste amassado, o batom em um farol vermelho e um pó compacto em um airbag cheio.
Máquina de saque nos bancos
O banco TD, no Canadá, transformou um caixa eletrônico comum em uma ferramenta de agradecimento aos clientes. A agência escolheu alguns correntistas para premiá-los de forma personalizada, muitas vezes utilizando informações da vida pessoal deles. A ação deu passagens aéreas para uma senhora visitar a filha que tem câncer e mora em Trinidad. Outra mãe recebeu um cheque para custear a educação das crianças. Sabendo que os pequenos não iriam curtir tanto, o banco também ofereceu ingressos para os parques da Disney. Já um rapaz ganhou o uniforme do time de beisebol favorito, Toronto Blue Jays, e teve a chance de lançar uma bola durante uma partida. Outros clientes ganharam flores e dinheiro em espécie.
Todas as reações foram gravadas pela agência Leo Burnett Toronto, também idealizadora do projeto. O resultado emocionante pode ser conferido no vídeo abaixo:
Ação da Pepsi em ponto de ônibus
A Pepsi também surpreendeu os pedestres de uma rua de Londres. A empresa transformou um painel destinado a campanhas publicitárias do ponto de ônibus em uma tela de projeção de realidade aumentada. Esperando a chegada do veículo, eles tomavam um susto ao se verem diante de um tigre de bengala ou uma invasão alienígena.
Nesta ação, as pessoas eram levadas a acreditar que viam através de um vidro, mas as cenas inacreditáveis e inesperadas aconteciam ali na tela. As reações foram registradas e podem ser vistas no vídeo abaixo:
Coca-Cola transforma garrafas pet em produtos
Criada como uma ação de uso consciente, a Coca-Cola elaborou 16 tampas diferentes das que costumamos encontrar em suas garrafas para dar novas utilidades às PETs, após o consumo do refrigerante. A ação inovadora, chamada de “2nd Lives” (Segundas Vidas, em tradução livre), foi lançada no Vietnã e distribuída gratuitamente a moradores. Com o acessório, as embalagens se tornam brinquedos, canetas iluminadoras, borrifadores de jardim e apontadores de lápis.
Coca e Pepsi com refrigerantes verdes
As concorrentes Coca-Cola e Pepsi levaram aos Estados Unidos, este ano, as versões verdes de seus refrigerantes. Nas duas bebidas, parte do açúcar é substituído pelo adoçante natural stevia. Tanto a Coca-Cola Life quanto a Pepsi True, como são chamadas, possuem embalagem na cor verde, para indicar que são alternativas mais saudáveis.
A Coca-Cola Life não é diet nem light, mas possui menos calorias do que a opção vermelha, e já está presente também em outros países, como Argentina, Chile e Grã Bretanha. A vinda do produto para o Brasil foi vetada, por conta de regulamentações locais.

Inteligência competitiva e as tendências para 2015


Um terço das 100 maiores empresas da Fortune irão enfrentar uma crise, pela incapacidade de conduzir inadequadamente insights de negócios entre dados e informações até 2017 de acordo Stamford, Conn, uma empresa Gartner Inc

Alfredo Passos
iStock
Um terço das 100 maiores empresas da Fortune irão enfrentar uma crise, pela incapacidade de conduzir inadequadamente insights de negócios entre dados e informações até 2017 de acordo Stamford, Conn, uma empresa Gartner Inc.
Isto quer dizer que a gestão eficaz da informação (conhecimento) vai se tornar um diferencial importante entre as empresas com melhor desempenho, dizem os especialistas.
Aqui quatro tendências para estar atento em 2015, para garantir que sua organização fará a diferença no ano que se aproxima, segundo texto de Julie Davis da AMA*, que adaptei com alguma ideias.
1. Gestão com stakeholders
Relações entre as partes interessadas e membros da diretoria podem afetar como as empresas gerenciam suas percepções de dados e do consumidor. Em empresas com relacionamentos fortes e colaborativos entre marketing e tecnologia, o desempenho global da empresa é muito maior.
Além disso, certifique-se de que sua equipe insights tem uma influência toda a empresa e é posicionado como um parceiro estratégico, não apenas um processador de dados. Não queremos quaisquer decisões tomadas sem um dos membros de nossa equipe na sala, porque sabemos que o consumidor sabe melhor que provavelmente 95%, se não mais, das pessoas na empresa.
2. Foco na entrega de dados
Dados sozinhos não podem influenciar alguém. É fundamental para entregá-lo de uma forma que é significativa, simples, compreensível e acionáveis, ou seja que gerem ações. Não queríamos transferir dados, nós estamos transferindo o conhecimento. Como resultado, não é suficiente para os profissionais pesquisadores e insights ter apenas as habilidades técnicas — eles precisam ser excelentes comunicadores, também.
3. Insights x Inteligência Competitiva
Em seu post Julie Davis comenta a importância da equipe de “insights” estar mais cedo da equipe de “pesquisa e desenvolvimento” para poder comentar, influenciar nos novos produtos e serviços. Uma vez que profissionais que estão mais perto dos consumidores tem mais capacidade de comentar necessidades, hábitos, atitudes, e com isso argumentar melhor com os cientistas, profissionais da produção, operação, finanças, o que deve ser desenvolvido para um determinado mercado.
Sou totalmente a favor. A única ressalva, é que um profissional com formação em Inteligência Competitiva tem a vantagem, ainda de conhecer sobre patentes, mercado, competição e concorrência e não só sobre pesquisa de mercado. Seu conhecimento é sobre negócios, portanto sua colaboração pode ser maior, neste ponto de vista.
4. Pesquisas “Mobile”
A mobilidade é uma realidade e com ela ser rápido torna-se uma exigência cada vez mais necessário, para departamentos de marketing e de pesquisa. E neste caso, agilidade passa também por modelos mais objetivos de pesquisa e estudos. Especialistas esperam incluir apenas 3 tipos de perguntas para 2015, sendo questões de escala Likert, como, “como estava satisfeito”, uma pergunta sobre por que o entrevistado deu a classificação que deu e uma pergunta como a marca pode melhorar.
Claro que as pesquisas móveis não irão substituir as pesquisas face a face, nem que estas pesquisas irão substituir todas as outras, apenas esse é mais um caminho, um avanço. 

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

10 fiascos de Marketing em 2014


Adidas, Zara, Shell, Amazon, Friboi e Diletto foram algumas das marcas que tentaram, mas fracassaram em suas propostas, resultando até em interferências judiciais

Por Priscilla Oliveira, do Mundo do Marketing | 17/12/2014

priscilla@mundodomarketing.com.br

O desejo de se tornar inesquecível para os consumidores é unânime entre as marcas. Algumas, no entanto, passam a ser lembradas por motivos não muito bons – e, em 2014, não foi diferente. Houve ações que acabaram imersas em polêmicas. A desatenção com fatos históricos, ambientais e sociais mostrou que o processo criativo precisa considerar os diversos olhares no momento de idealização. Saíram-se mal Adidas, Zara e Shell, entre outras.
Acreditar que uma estratégia será encarada da mesma maneira por todas as pessoas é um erro recorrente nas empresas que passaram por saias justas. Algumas chegaram a receber notificações judiciais - como ocorreu com a Mondelez, detentora da Bis, durante a Páscoa. Sustentar uma mentira em tempos em que a informação circula rapidamente é outro risco alto, e nomes como Diletto e Bomnegocio.com pagaram o preço quando foram descobertos.
Houve ainda os casos envolvendo a Copa do Mundo. O mascote escolhido para representar o segundo maior evento esportivo do mundo teve pouco destaque e muitos produtos com a imagem dele encalharam. A disputa por direitos de imagem e licenciamento, no fim, quase não importou. As grandes marcas que não pagaram cotas de apoio acabaram se tornando lembradas durante o torneio, tanto ou mais quanto os concorrentes patrocinadores.
Conheça os 10 principais fiascos, em ordem aleatória, segundo levantamento do Mundo do Marketing.
Zara e o pijama do Holocausto
A Zara pôs à venda, em suas lojas, um pijama infantil semelhante ao uniforme utilizado no Holocausto. Após ser criticada nas redes sociais, a empresa lamentou publicamente o fato, afirmando compreender a conotação que foi criada, e retirou o produto dos pontos de venda. A peça era listrada em azul e branco com uma estrela de seis pontas dourada no peito e, segundo a fabricante de roupas, foi inspirada em xerifes do faroeste.
 
Lego e Shell alvos do Greenpeace
Em julho, a Shell e a Lego foram alvo de críticas do Greenpeace, que lançou uma paródia do filme “Uma Aventura Lego”, condenando a parceria entre as marcas. No filme, os personagens da fabricante de brinquedos se encontram no Ártico e estão felizes, até serem submersos por petróleo, com expressões de tristeza e pânico.
Foram utilizados 120kg de Lego no curta "Everything is NOT Awesome" (Nem tudo é maravilhoso, em tradução livre), um trocadilho com a música-tema do filme. Inicialmente publicado no dia oito de julho, o vídeo fez muito sucesso, alcançando mais de três milhões de visualizações no YouTube. O objetivo da campanha foi alcançado em outubro, quando o Presidente do Grupo Lego anunciou o fim da parceria.
Falso storytelling
A Diletto e a Do Bem foram acusadas de construírem o storytelling de suas marcas com base em informações falsas. A denúncia foi parar em um processo no Conselho de Ética do Conar, que reconheceu que a marca de sorvetes finos lançou mão da ficção e do lúdico ao sustentar que a origem dos produtos era da Itália. O Conselho de Ética então recomendou a alteração do material publicitário da companhia.
Já a Do Bem foi acusada de não receber suas frutas do fornecedor apresentado em peças de comunicação, o senhor Francesco. O Conar, também por maioria de votos, recomendou o arquivamento do processo. O Conselho de Ética da entidade considerou satisfatórios os esclarecimentos fornecidos pela fabricante em relação aos questionamentos que deram origem à representação.
A partir destes casos, muito se discutiu sobre os limites que as marcas precisam respeitar na hora de abordar o lúdico, embora nenhum produto se sustente apenas com boas histórias.
  
Ovos de Páscoa Bis X-tra
Durante a Páscoa, a Mondelez teve que recolher os ovos de chocolate da marca Bis X-Tra, após o Procon-RJ avaliar que o item incitaria o bullying entre as crianças. O doce trazia a frase “personalize essa embalagem com adesivos para sacanear seu amigo”. Os adesivos tinham expressões como “morto de fome”, “nerd” e “nervosinho” e acompanhavam o ovo, como possibilidade de personalização.
Após um processo administrativo, a empresa foi proibida de comercializar o produto. O órgão afirma que o item desrespeita o artigo 37, parágrafo 2°, do Código de Defesa do Consumidor, por incentivar a discriminação entre crianças e adolescentes.
Roberto Carlos e Friboi
A contrato entre a Friboi e o cantor Roberto Carlos foi rompido em novembro, após a JBS desistir de realizar novas campanhas com o artista. O acordo firmado no início do ano em um valor estimado em R$ 45 milhões previa a realização de duas ações: o anúncio, que foi ao ar, em que a personalidade apareceu diante de um bife da marca e outro dirigido para os consumidores dos Estados Unidos, que não chegou a ser produzido.
O comercial exibido no Brasil recebeu muitas críticas dos consumidores, que questionaram o fato de o cantor não ter nem tocado no pedaço de carne, mesmo ele afirmando que havia deixado o vegetarianismo. A falta de credibilidade levou ambas as partes a uma briga judicial por discordâncias em relação ao valor a ser pago de indenização pela quebra do contrato.
Camiseta de duplo sentido da Adidas
Uma coleção de camisetas criadas pela Adidas para a Copa do Mundo no Brasil gerou polêmica ao apresentar conotação sexual em suas estampas. Uma das peças trazia a imagem de um coração amarelo com um fio dental verde, dando o entendimento de nádegas, com a frase “eu amo o Brasil”. Em outra, havia a imagem de uma mulher de biquíni e a frase "Lookin’ to score", que, traduzida literalmente, diz "em busca dos gols”, mas ao mesmo tempo é uma expressão que significa "pegar garotas".
Os produtos foram lançados nos Estados Unidos e sofreram repúdio da Embratur. A instituição considerou os desenhos uma forma de promover o turismo sexual, diferente do que defende a comunicação adotada pelo governo, que destaca os atributos culturais e naturais do país.
Gafe Bomnegocio.com
Em maio, o Bomnegocio.com cometeu uma gafe ao utilizar uma foto de banco de imagens como se fosse de clientes em suas redes sociais. Alguns internautas descobriram a origem e fizeram piadas com o fato. Outras empresas, como Ponto Frio, OLX e Tecnisa, além de restaurantes, lojas de roupas e até um motel, aproveitaram para pegar carona nas brincadeiras dos usuários que ironizaram a farsa da consumidora fictícia Joanna.
Em nota, o Bomnegocio.com informou que quis ilustrar, de forma experimental, situações que acontecem no cotidiano com fotos de banco de imagens. O post foi retirado do ar no mesmo dia.
Patrocinadoras X não patrocinadoras
O apoio oficial à Copa do Mundo não garantiu às marcas patrocinadoras um destaque na vida e memória dos consumidores. As companhias que investiram dinheiro podem ter feito boas ações para o evento, mas nem todas permaneceram lembradas pelo público após a final, em julho. Por outro lado, as ações criativas levaram empresas não patrocinadoras se destacarem e serem reconhecidas pelos torcedores como protagonistas do mundial.
Foi o caso da Nike que, mesmo não tendo vínculo com o torneio, foi mais lembrada do que a oficial Adidas. Em relação aos bancos, o Itaú obteve uma pequena diferença se comparado aos outros que não contribuíram com aportes financeiros ao campeonato, como Caixa, Banco do Brasil e Bradesco. Outras marcas foram esquecidas, como Sony, Castrol e Budweiser.
Fuleco
O Mascote da Copa do Mundo foi uma das grandes apostas para o evento. Diversas empresas investiram em produtos licenciados, levando o tatu-bola para roupas, brinquedos, material escolar, entre outros artigos. A Globo Marcas, licenciadora oficial de produtos da Copa do Mundo, divulgou a superação de sua meta de vendas de R$ 2 bilhões, antes do final da competição. Mesmo assim, diversos itens acabaram encalhados nas lojas, uma vez que, durante o evento esportivo, o Fuleco mal apareceu.
Fire Phone
Uma das grandes apostas para 2014, o Fire Phone chegou ao mercado com o desafio de concorrer com gigantes do mobile. A proposta da Amazon era se fixar por meio da confiança que os clientes já têm na marca e fazê-los consumir de uma forma completamente nova. As vendas não foram como a empresa esperava e, às vésperas do lançamento do iPhone 6, a empresa reduziu drasticamente os preços do aparelho de US$ 200,00 para US$ 0,99, nos Estados Unidos e com plano de telefonia embutido.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

10 melhores ações de Marketing de 2014


Empresas apostaram na Copa e na irreverência para engajar. Destacaram-se marcas como Tramontina, Bis, CNA, Nutella, Bomnegocio.com, Grupo Marista, Nike, Netflix, Blue Man e Sadia

Por Roberta Moraes, do Mundo do Marketing | 15/12/2014

roberta.moraes@mundodomarketing.com.br



A irreverência, o bom humor e a Copa do Mundo dominaram as ações de Marketing que se destacaram neste ano. A realização do mundial no Brasil fez com que muitas marcas aproveitassem para vincular suas imagens ao evento, criando maior empatia com o público.  E não foram apenas as empresas patrocinadoras que se apropriaram do tema. Mesmo com a limitação no uso de termos que envolvem a competição – a Fifa é a detentora dos nomes –, algumas empresas driblaram a entidade e, com criatividade, marcaram presença no mundial.
Embalados nas brincadeiras que ganham cada vez mais espaço nas redes sociais, algumas empresas apostaram na zueira para gerar maior engajamento do público. O Bis, por exemplo, instalou uma vending machine em São Paulo que interagia com os consumidores. Quem cumprisse as ordens da máquina ganhava uma caixa de chocolate. Já a Bomnegócio.com foi a responsável por instituir o atual bordão nacional: ‘sabe de nada, inocente’. Iniciativas inovadoras também ganharam destaque, como a do Grupo Marista, que utilizou vídeo para anunciar oportunidade de emprego.
No levantamento do Mundo do Marketing, aparecem empresas como Tramontina, Bis, CNA, Nutella, Bomnegocio.com, Grupo Marista, Nike, Netflix, Blue Man e Sadia. Para chegar a essas ações, o portal considerou os critérios de inovação, resultados alcançados, audiência e repercussão entre os leitores e o engajamento nas redes sociais. Conheça ou reveja os casos de sucesso, em ordem aleatória.
Netflix dribla Fifa com termo copa
A Netflix deu um chapéu na Fifa e, com criatividade, conseguiu utilizar a palavra “copa” em ação veiculada durante o mundial de futebol. A organizadora da Copa do Mundo é detentora legal de diversos termos relacionados ao evento e a utilização deles é autorizada apenas aos patrocinadores do evento. Para driblar a autoridade máxima do esporte, a Netflix usou a palavra em referência ao ambiente doméstico e sugeriu ainda que o público assistisse a filmes na copa ou em qualquer lugar da casa. Além de brincar com a proibição que atingiu diversas marcas, a campanha ainda destacou a mobilidade do serviço, que pode ser utilizado através de dispositivos móveis.
Veja a ação:
Animação da Nike lança campanha ‘Arrisque Tudo’
A Nike produziu uma animação para lançar a campanha “Arrisque Tudo”, exibido durante a Copa do Mundo. O filme, dividido em três partes, mostra os principais astros do futebol, que têm a missão de salvar o esporte das garras de uma mente maligna, conhecida como O Cientista. Finalizando a série, o “Último Jogo” ganhou destaque nas redes sociais e a postagem foi a mais popular durante o mundial, segundo levantamento da SocialBakers.
Assista ao vídeo ‘O Último Jogo’:
Sunga da Blue Man entra em campo na Copa do Mundo
Com uma sacada inteligente, a Blue Man conseguiu mídia espontânea na Copa do Mundo após presentear os jogadores da Seleção Brasileira com uma sunga com a bandeira do Brasil estilizada. A grife carioca de moda praia mandou a peça para os jogadores com uma mensagem de boa sorte e o presente foi usado pelo atacante Neymar no jogo contra a seleção de Camarões, ainda na primeira fase da competição.
Na comemoração da goleada – o Brasil bateu o time africano por 4 a 1 –, Neymar deixou a sunga à mostra ao trocar a camisa com os outros atletas. O calção desajustado deixou a peça aparente. A marca comemorou a ação bem sucedida, já que, teoricamente, o atleta não teria qualquer vínculo com a empresa e o produto. Pelo contrário, Neymar é garoto propaganda da Lupo.
Sadia cria lema dos brasileiros para o mundial
Patrocinadora oficial da Seleção Brasileira, a Sadia conseguiu emplacar o lema dos brasileiros na Copa do Mundo.A ação “Joga Pra Mim” foi lançada ainda em março, três meses antes do início da competição, e caiu no gosto do público. Na ação, crianças que nasceram depois de 2002 e que nunca tinham visto o Brasil conquistar um mundial pediam textualmente aos jogadores: “Joga pra mim”.
A frase foi amplamente usada pelos torcedores e, principalmente, nas redes sociais. Com o baixo desempenho da Seleção, a ação ganhou mais força e até variações com os internautas pedindo maior empenho dos atletas.
Assista:
Ação da Bomnegócio.com cria bordão dos brasileiros
“Sabe de nada, inocente”. A expressão não é nova, mas, só após a participação de Compadre Washington na ação da Bomnegocio.com, o termo caiu no gosto da população e virou bordão nacional. A marca utiliza personalidades que já estão caindo no esquecimento para incentivar a venda de produtos inutilizados. A ação retrata exatamente o negócio proposto pela plataforma, que facilita a compra e venda de produtos.
Apesar do grande sucesso da ação bem-humorada, a marca Bomnegocio.com vai deixar de existir. Em novembro, a empresa anunciou que está se associando à antiga concorrente, a OLX, que permanecerá em atividade. Com a fusão, cada companhia terá 50% da operação.
Tramontina cria a bíblia do churrasco
A Tramontina apostou na paixão do brasileiro por churrascos para criar a bíblia da iguaria e mostrar que a marca de utensílios domésticos tem todos os componentes necessários para o preparo do prato. O inusitado livro reúne itens utilizados na receita tipicamente brasileira e permite o cozimento imediato. As páginas se transformam em carvão, sal, avental, afiador, tábua entre outros objetos.
Apesar de ser o sonho de consumo dos apreciadores da comida preparada na brasa, a bíblia do churrasco foi produzida em edição limitada e distribuída aos grandes chefs das churrascarias. Uma versão simplificada seria encaminhada a livrarias selecionadas no Brasil.
Conheça a Bíblia do Churrasco:
Nutella desenvolve quiosques de lanches
A Nutella, creme de chocolate com avelã da Ferrero, ganhou um espaço exclusivamente dedicado ao doce. Dois quiosques estão em funcionamento em São Paulo, um na Avenida Paulista, no Top Center, e outro no International Shopping Guarulhos. No espaço, é possível encontrar diversos doces recheados com o famoso creme, como crepes e bolos.
O grupo Ferrero não fala sobre novas unidades no Brasil, mas já há Nutellerias em Paris, na França, e em Toronto, no Canadá. Os espaços atraíram os apreciadores da guloseima e muitos consumidores tiveram que esperar mais de uma hora para serem atendidos.
Bis conquista consumidores com a máquina da zueira
Em uma ação descontraída e criativa, a Lacta desenvolveu uma campanha inovadora para estreitar o relacionamento entre a marca Bis e os consumidores. A empresa instalou uma vending machine em São Pauloque interagia com os consumidores que passavam pelo local.
De um estúdio, o humorista Léo Martins passava ordens para quem parasse em frente à máquina. Quem cumprisse as determinações, poderia escolher um sabor do produto. Toda a ação foi filmada e postada no canal do Bis no YouTube. O projeto teve sucesso e ganhou as redes sociais.
Veja a ação:
CNA promove interação entre alunos e idosos americanos
A rede de curso de idiomas CNA desenvolveu uma ação simples e eficiente para promover maior fluência dos alunos. Por meio de um videochat, os estudantes se conectam a idosos americanos que moram em uma casa de repouso, para conversar e praticar os conhecimentos em inglês de maneira natural.
A ferramenta foi desenvolvida especialmente para o projeto e permite que os jovens tenham contato com um nativo e melhorem seus conhecimentos. A interação permite muito mais do que o aprendizado no idioma. O projeto “Speaking Exchange” possibilita a integração entre pessoas de países e gerações diferentes, criando, inclusive, um laço de afeto.
Veja a ação:
Marista inova na contratação de funcionários
Atento às novas formas de relacionamento, o Grupo Marista inovou para buscar novos profissionais e apostou em uma ação digital para divulgar a vaga para profissional de Marketing. Com a campanha, a organização mostrou que mesmo sendo ligada à Igreja Católica não está engessada a ferramentas tradicionais e que pode aproveitar as novas tecnologias para se comunicar de maneira descontraída com os mais diversos públicos, derrubando qualquer preconceito.
A instituição abriu mão dos canais de recrutamento e apostou nas redes sociais. Espalhou webcards e minivídeos nos perfis dos profissionais que já atuam nela, investiu em Google AdWords e Facebook. A proposta era que os candidatos enviassem uma gravação com a apresentação, para que a empresa começasse a conhecer melhor o pretendente. A ação faz parte da nova política do grupo que tem apostado em “Employer Branding” para reter talentos e aumentar o engajamento dos colaboradores.
 

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

A sabedoria das abelhas na tomada de boas decisões


Fazendo uma analogia com as abelhas, os grupos são estruturados com as pessoas de maior conhecimento, diversidade e habilidades. As abelhas ensinam o valor do compartilhamento e singularidade do verdadeiro propósito comum

Rosival Fagundes

O que os humanos devem aprender com as abelhas? Para a maioria dos psicólogos, as decisões tomadas por líderes políticos e executivos de negócios ou por consumidores no momento das compras do shopping center, sofrem as armadilhas ocultas, da nossa preferência de não mudar aquilo que fazemos, não trocar de marcas dos produtos, de não mudar do lugar onde vivemos ou da empresa onde trabalhamos.
Há uma tendência natural do ser humano de não sacudir o barco em que está remando, por isso as empresas fecham as portas precocemente, e muitos dos proprietários ficam esperando a poeira assentar para realizar as mudanças ou tomar decisões certas e rápidas.
Fazendo uma analogia com as abelhas, os grupos são estruturados com as pessoas de maior conhecimento, diversidade e habilidades. As abelhas ensinam o valor do compartilhamento e singularidade do verdadeiro propósito comum. Quando se trata de objetivos do enxame, as abelhas realizam suas tarefas, com a participação intensa no bem-estar do grupo, a ponto de frequentemente colocar os interesses do grupo bem acima de seus próprios interesse individuais.
Para os pesquisadores, assim como o cérebro processa informação a respeito do mundo externo através de múltiplos neurônios, o enxame coleta e interpreta informações por meio das abelhas escoteiras no momento que fazem as danças do rebolado na superfície do enxame, além de compartilhar tudo a respeito o que existe lá fora, as abelhas acabam, fornecendo ao grupo todo, um amplo campo de visão. Para os cientistas, as abelhas quando estão em um enxame tornam-se mais relacionadas geneticamente do que qualquer grupo humano e até mesmo em uma grande reunião de família.
Peter Miller (2010), no livro A Natureza Ensina”, afirma que nenhuma abelha assume a responsabilidade de decidir sozinha pelo grupo todo, e para lidar com um problema urgente, as abelhas aproveitam a complexa estrutura do próprio enxame para buscar um objetivo estratégico comum. Já o economista Scott Page da Universidade de Michigan costuma dizer, que quando as pessoas vêem um problema do mesmo modo é provável que todas elas fiquem presas às mesmas soluções. Para obter as melhores discussões, as equipes são formadas de pessoas inteligentes e criativas que não se graduaram nas mesmas escolas.
As equipes interdisciplinares são mais produtivas. Quanto maior a diversidade do grupo, melhor a estratégia para atingir os objetivos. Quanto mais informação coletada, melhor é processo de tomada de decisões, pois quando se trata de grupos, a diversidade é o grande diferencial. “ Ser diferente é tão importante quanto ser inteligente”.